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Juros derretem e Ibovespa dispara após Copom deixar maio em aberto; NY patina após PIB e balanços

Atualizado 30/01/2025 às 15:09:24

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[30/1/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

Os juros futuros (DI Jan/26 a 14,910%; Jan/27 a 15,015%; Jan/29 a 14,880%) passam por forte correção após a decisão do Copom, que confirmou nova alta de 1pp nos juros em março, mas deixou totalmente em aberto o cenário para maio.

A falta de indicação foi interpretada pelo mercado como uma sinalização “dovish”, de que o BC deve desacelerar o ritmo de aperto, depois da Selic atingir os 14,25%.

As declarações de Lula dadas pela manhã, em defesa da equipe econômica, também são um fator positivo. Colabora ainda para o recuo das taxas o dado do Caged (fechamento de 535.547 vagas), sugerindo que a atividade econômica está desacelerando.

Além disso, o IGP-M de janeiro (+0,27%) também desacelerou em relação a dezembro (+0,94%), embora tenha ficado um pouco acima do esperado (+0,21%).

Há pouco, o Tesouro divulgou os números do Governo Central, com déficit primário de 0,09% do PIB, sem considerar as despesas com o RS, dentro da meta do arcabouço fiscal.

O alívio nos juros dá fôlego as ações, levando o Ibovespa à casa dos 126 mil pontos (+2,61%, aos 126.655). Já o dólar registra leve alta (+0,10%, a R$ 5,8718).

Em NY, as bolsas (Dow +0,24%; S&P500 +0,20%; Nasdaq -0,13%) registram oscilações modestas no day after do Fed, com o mercado absorvendo a safra de balanços (Microsoft -6,16%; Meta +1,90%; Tesla +3,0%) e a desaceleração do PIB americano no 4TRI (+2,3%), frente aos 3,1% do 3TRI e abaixo dos +2,6% esperados pelos economistas.

O dólar recua frente aos pares (DXY -0,07%) e os juros dos Treasuries apontam para baixo (T-Note de 2 anos a 4,2073%; T-Note de 10 anos a 4,3215%).

(Téo Takar)

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