Câmbio
Dólar se enfraquece com estímulos da China e possível acordo de paz na Ucrânia; captações ajudam o real

O dólar à vista fechou em baixa diante do real, acompanhando o enfraquecimento da moeda americana no exterior nesta quinta-feira.
O fato de o governo da China ter reiterado hoje a intenção de anunciar estímulos à economia local deu fôlego às divisas de países produtores de commodities. Também colaborou para o enfraquecimento do dólar a declaração dada por Donald Trump, de que pretende buscar um acordo comercial “maior e melhor” com a China.
No meio da tarde, o dólar acentuou a queda, logo após o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, demonstrar disposição em negociar com os EUA um acordo de paz com a Rússia, mesmo depois de Donald Trump chamá-lo de ditador ontem.
Por aqui, o câmbio também se antecipou à expectativa de entrada expressiva de recursos, após captações feitas no exterior pelo Tesouro (US$ 2,5 bi) ontem, pelo Itaú (US$ 1 bi) e pela Raízen (US$ 1,75 bi) hoje.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,39%, a R$ 5,7044, após oscilar entre R$ 5,6870 e R$ 5,7165. Às 17h12, o dólar futuro para março caía 0,37%, a R$ 5,7090.
Lá fora, o índice DXY recuava 0,71%, aos 106,408 pontos. O euro subia 0,69%, a US$ 1,0496. E a libra ganhava 0,63%, a US$ 1,2665.
(Téo Takar)