Juros
Juros curtos ficam estáveis com inflação e emprego abaixo do esperado; longos sobem com crise das emendas
Os juros futuros terminaram a sexta-feira mistos, com vencimentos curtos perto da estabilidade, enquanto os médios e longos voltaram a subir com força.
Os curtos se beneficiaram dos dados mais fracos de inflação e emprego divulgados pela manhã. O IPCA-15 registrou alta de 0,34% em dezembro, desacelerando em relação a novembro (0,62%) e ficando perto do piso das estimativas dos economistas (0,30%); a mediana das projeções era de 0,45%.
Da mesma forma, o IGP-M subiu 0,94% em dezembro, após alta de 1,30% em novembro, ficando abaixo da mediana das estimativas (1,07%).
O emprego também mostrou desaceleração, com criação de 106.625 vagas em novembro, de 132.138 em outubro (dado revisado), perto do piso das estimativas, que iam de 105 mil a 150 mil vagas, com mediana de 125 mil.
Já as taxas médias e longas permaneceram pressionadas pela alta do dólar e pelo risco fiscal. As taxas reagiram principalmente à “crise das emendas”, após o ministro Flávio Dino (STF) cobrar mais informações da Câmara sobre pagamento das emendas parlamentares.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 15,435% (de 15,410% na sessão anterior); Jan/27 a 15,855% (15,700%); Jan/29 a 15,625% (15,395%); Jan/31 a 15,370% (15,100%); e Jan/33 a 15,110% (14,850%).
(Téo Takar)