Juros
Lira e exterior tiram pressão de juros longos; curtos seguem em alta, de olho em choque do Copom

Os juros futuros fecharam com queda moderada a partir dos vencimentos medianos, refletindo uma ligeira melhora na percepção do risco fiscal.
O mercado reagiu especialmente às declarações do presidente da Câmara, Arthur Lira, sinalizando que vai acelerar a votação dos projetos que integram o pacote de corte de gastos do governo. A PEC que faz parte das medidas do plano fiscal deverá será votada diretamente no plenário, sem necessidade de passar por comissões.
Os recuos do dólar e dos juros dos Treasuries também trouxeram alívio às taxas longas. Já os vencimentos curtos voltaram a subir, na expectativa de que o Copom adote um choque de alta da Selic na próxima semana, na tentativa de trazer as expectativas de inflação de volta ao intervalo da meta, além de frear a atividade econômica, que permanece aquecida.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,090% (de 13,995% no fechamento anterior); jan/27 a 14,315% (14,260%); Jan/29 a 14,070% (14,105%); Jan/31 a 13,890% (13,920%); e Jan/33 a 13,730% (13,770%).
(Téo Takar)