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Ibovespa se contamina com aversão ao risco global após retaliação da China às tarifas dos EUA; NY tem queda firme

Atualizado 04/04/2025 às 18:09:13

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[4/4/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

Após a estabilidade da véspera, o Ibovespa se contaminou com a aversão ao risco global provocada pelas tarifas recíprocas do presidente Donald Trump e a posterior retaliação da China contra os EUA, em meio ao temor de uma recessão mundial.

O índice registrou forte queda de 2,96%, aos 127.256,00 pontos, com volume de R$ 31,6 bilhões. Na semana, o recuo foi de 3,52%.

Apenas três ações fecharam no azul. O maior destaque positivo foi de Carrefour, com +10,77% (R$ 8,23), depois que a varejista elevou de R$ 7,70 para R$ 8,50 o valor do resgate de ação para fechamento de capital.

Diante da forte queda do petróleo, sob impacto da guerra comercial, os papéis de petrolíferas ficaram entre os maiores prejudicados do pregão. Petrobras ON teve baixa de 4,19% (R$ 37,73) e Petrobras PN teve queda de 4,03% (R$ 34,55).

As incertezas sobre o cenário econômico global também pressionaram as metálicas. Assim, Vale desvalorizou 3,99%, a R$ 52,68.

O dólar à vista fechou em forte alta de 3,68%, a R$ 5,8350, acompanhando o movimento da moeda americana no exterior, que avançou diante dos pares e das divisas emergentes em reação à guerra comercial e a declarações cautelosas do presidente do Fed, Jerome Powell.

Em NY, as bolsas fecharam em forte queda, recuando para seu menor nível desde abril do ano passado, sob impacto de uma iminente guerra comercial entre EUA e China e do alerta de Powell de que o tarifaço terá efeitos maiores que o esperado anteriormente, provocando alta na inflação e queda no crescimento.

Dow Jones recuou 5,50% (38.313,94). S&P 500 perdeu 5,97% (5.074,13). Nasdaq caiu 5,82% (15.587,79). Na semana, os índices acumularam queda de, respectivamente, 7,9%, 9% e 10%. Os retornos dos Treasuries também recuaram.

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